Capela Pombo na Revista Legado (SP)

A busca da originalidade e do prazer de desfrutar de uma propriedade que não seja apenas um investimento ou uma moradia não tem limites destes tempos de economia global, mesmo que em crise. Segundo as instruções dos especialistas do mercado imobiliário dá para escolher a propriedade com calma e sem correr o risco de cometer erros. No longo cardápio de ofertas existentes não há mais limites culturais, sagrados ou históricos para quem quer mudar de vida e investir em algo diferente. De vinículas e adegas, a ilhas exóticas e igrejas seculares, estão sendo adquiridas pelos amantes da qualidade de vida e da exclusividade.
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A Inglaterra, famosa por sua histórica e rica cultura, vende cada vez mais igrejas. O Royal Institution of Chartered Surveyors, uma organização inependente que regulamenta profissionais e inspetores de propriedade no Reino Unido e outras nações soberanas, diz que nos últimos cinco anos em torno de 500 templos de Londres foram transformados em casas.
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Por aqui, a idéia de vender a capela do Senhor Bom Jesus dos Passos, conhecida como Capela Pombo, localizada em Belém, por 1,2 milhão de reais preocupou a população católica do país. As sugestões inovadoras dos europeus de tornar a igreja algo mais moderno não foram aceitas no Brasil, pois para os católicos religião e consumo são duas coisas diferentes e não podem ser misturadas. O maior medo da população da cidade é que a capela se torne uma loja ou uma residência e, sendo assim, perca sua espiritualidade. Hoje em dia, a igrejinha de estilo Barroco está quase perdida em meio a fachadas do comércio popular da capital paraense. Projetada há mais de 200 anos pelo arquiteto italiano Antônio Landi, o imóvel é atraente e com alto valor agregado no mercado dos imóveis. A história da Capela está ligada ao ilustre Coronel Ambrósio Henriques que viveu entre 1750 e 1820. Senhor de engenhos, português, que se mudou para Belém na segunda metade do século XVIII, ele mandou construir a capela anexa ao sobrado de sua propriedade, para que sua família pudesse participar da missa e de outras cerimônias religiosas, acompanhada pelos amigos e os escravos. Seu destino ainda não está selado. Mas ante o abandono em que se encontra, a capela pede socorro. Algum invetidor há de dar-he um bom uso. Afinal, nestes tempos não há limites para a imaginação e investimentos diferenciados.

(Revista Legado – ano IV, nº20, Agosto/2011 – pág 10 – Investimentos Inusitados)

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