Fique por dentro dos ornamentos do Soledade

Dando continuidade a um tema que já deu o que falar por aqui, Domingos Oliveira retomou o Cemitério da Soledade, e propôs hoje em seu blog a descrição de alguns dos muitos ornamentos existentes em nosso quase parque.

Pois bem. Como é de praxe, resolvemos dividir aqui um tanto de Ornamento Arquitetônico. Deliciem suas curiosidades à vontade:

O acrotério, do grego, elemento mais elevado, é o recurso que serve como arremate ornamental para o ponto mais alto de um frontão. O acrotério de canto, ou angular, é usualmente encontrado nas extremidades inferiores dos frontões triangulares. Utilizados, primeiramente, na arquitetura da Antiguidade Clássica, foi utilizado também como elemento ornamental de urnas funerárias e sarcófagos. A forma mais comum de acrotério é o vegetalista, mas é possível encontrar vasos, bolas, globos, prismas facetados, pinhas, animais fantásticos e até estatuetas humanas. Os exemplos encontrados no Soledade apresentam, predominantemente, elementos vegetalistas como os mostrados a seguir.

Acrotérios, por Domingos Oliveira

A figura humana foi, e é, objeto favorito de representação na arte. Poderes sobrenaturais, deuses, seres venerados, são representados sob a forma humana. O corpo humano é, muitas vezes, representado sem qualquer significado e só decorativamente por conta da beleza da forma. Figuras humanas são comuns à arte cemiterial, sejam elas sob a forma de santos ou de anjos, sendo os últimos com grandes variações: de corpo inteiro ou apenas cabeças aladas. Os três exemplares abaixo mostram anjos com grandes asas abertas. O central, diferente dos demais, está sentado e tem a seus pés, um crânio.

Anjos, por Domingos Oliveira

A máscara, na origem do termo, é um rosto oco e artificial destinado a esconder a expressão humana, a fim de tornar quem a usa, irreconhecível, ou para caracterizá-lo de alguma forma especial. A utilização das máscaras provém da Grécia, dos jogos da colheita e desses foram transferidas para o teatro. As máscaras são, geralmente, fiéis à natureza ou idealizam-na; já os MASCARÕES são faces sorridentes, deformadas, distorcidas por acessórios ou terminando em folhagens. O exemplo, a seguir, mostra um mascarão sobre a porta de um mausoléu. Olhos, nariz e boca e folhagens compõem o ornato, encimado por um elemento vegetalista.

Mascarão, por Domingos Oliveira

Para a descrição de mais elementos, veja aqui o post na íntegra.

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