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Crowdfunding

Por mais que doa a constatação, manter o edifício já não é mais uma opção para a família. Após ser negligenciada por décadas, em 1973, a capela passou aos cuidados de José Augusto. A ultima restauração foi executada pelo novo dono nesse período. Entretanto, nos anos 1980, sem recursos ou incentivo, ele se viu obrigado a cerrar as portas.

A falta de manutenção deixou profundas marcas na obra. Na fachada, já se percebe as paredes enegrecidas pelo bolor acumulado com o tempo. Trepadeiras se infiltram pela marquise, criando um perigoso jardim suspenso de ervas daninhas. As imagens de Nossa Senhora da Conceição, de São João Batista e do Senhor dos Passos que antes adornavam o interior da igreja, foram retiradas por motivo de segurança. Atualmente, o altar é tomado apenas por visíveis rachaduras e infiltrações. Uma grade de ferro foi instalada logo após a entrada para evitar o acesso dos sem-tetos, que insistiam em utilizar o prédio como quarto – e possíveis ladrões.

De acordo com um levantamento encomendado por José Augusto, os custos de uma reforma emergencial girariam em torno de R$ 300 mil, montante que ele argumenta não dispor. A saída encontrada para salvaguardar o patrimônio foi a venda por R$ 1,2 milhão.

“Todos ficaram ‘irados’ por eu ter botado um preço na capela. Eu sei que é um assunto complicado, pois mexe com a fé das pessoas. Mas eu pensava que, como qualquer proprietário tem direito, eu também pudesse vender o meu imóvel”, revela.

Continue lendo a matéria no jornal Diário do Pará de hoje.

Mas, antes, contribua com nosso crowdfunding pra comprar a Capela Pombo!

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Querendo contribuir com nosso financiamento coletivo pra arrematar a Capela Pombo, clique aqui.

A Capela Pombo [Séc. XVIII], de autoria do italiano Antonio Landi, está novamente sob ameaça de venda. No dia do aniversário de 396 anos de Belém, lançamos este crowdfunding, coordenado por nós, Fórum Landi, e com apoio da Universidade Federal do Pará, que pretende unir forças no sentido de arrematar esse patrimônio histórico de valor inestimável ao povo paraense, situado na Travessa Campos Sales, entre as Ruas Manoel Barata e 13 de Maio, no Bairro do Comércio.

Se não tomarmos uma atitude imediatamente, teremos de nos contentar com a dúvida: quem irá comprá-la? E o que será feito dela? Vamos ficar esperando pra ver ou vamos nos mobilizar, enquanto sociedade civil, pressionando o Governo a comprar essa briga a nosso lado

Teremos seis meses pra arrecadar o valor total – nunca antes um crowdfunding no Brasil chegou a tanto, R$ 1.000.000,00. Crowdfunding, em miúdos, nada mais é do que um financiamento coletivo, em que todos participam comprando pequenas cotas e se tornando sócios do projeto.

Aqui, um bom negociante é fundamental: mesmo não conseguindo o valor total, ao menos ganharemos legitimidade pra negociar com o atual proprietário. Vamos procurá-lo com o montante arrecadado numa mala preta – in cash sempre tem desconto, né? Caso não haja acordo, os doadores receberão os valores de volta, não se preocupem. Também correremos atrás de grandes patrocinadores, é claro.

No fim, o que vale é o diálogo. O boca a boca. A mobilização da sociedade, demonstrando estar disposta a preservar o patrimônio que lhe é de direito, em outros tempos sempre aberto a quem fosse.

A contrapartida? Uma vez arrematada, a Capela Pombo seria restaurada e preservada pela UFPA, através do Fórum Landi, e suas portas seriam permanentemente abertas ao grande público. Quer contrapartida melhor do que essa? Impossível. Além disso, porém, o nome dos doadores constarão em ordem alfabética em uma placa no interior da capela, após o restauro.

Vamos todos participar e dar um presente significativo e condizente com a magnitude de uma cidade como Belém!

Contribua aqui!

E siga-nos no twitter pra ficar por dentro de todos os detalhes: @forumlandi

No dia 07 de dezembro, a galeria britânica Bonhams Knightsbridge irá leiloar uma obra que, para começo de conversa, não devia ter saído do Estado do Pará: trata-se de “Panorama of Belém do Pará“, do italiano de Giuseppe Leone Righini (1820-1884), falecido em nossa capital.

Seu primeiro trabalho no Brasil data de 1856, quando ele se estabeleceu em São Luis do Maranhão, vindo a passar três décadas no país, entre São Luis, Salvador e Belém – esta, cidade em que veio a falecer, em 1884. Righini provavelmente foi o primeiro artista estrangeiro a pintar paisagens do norte do Brasil.

O Fórum Landi tomou a dianteira da situação e resolveu unir forças na tentativa de trazer de volta a obra para Belém e, para tanto, lançará uma campanha de arrecadação de fundos visando o arremate de “Panorama of Belém do Pará”, ainda sem valor divulgado. A obra “Panorama de São Luis do Maranhão”, também de Righini, foi arrematada por R$ 360 mil em 2008, para se ter uma idéia.

Certo é que a obra merece voltar para nossa cidade. Caso tenhamos sucesso na empreitada, a obra ficará exposta e sob a curadoria do Fórum Landi, aberto ao público. Caso contrário, as doações serão devolvidas aos respectivos doadores ou, ainda, estes em conjunto poderão decidir a qual outro fim será destinado o valor total arrecadado.

Em breve, daremos mais notícias sobre como proceder com as doações. Juntos, podemos trazer mais um Righini para Belém!

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