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Política e Cidadania

Com reflexões sobre o marxismo e sua relação conceitual com o contexto atual da sociedade, o livro Do marxismo ao pós-marxismo, do sociólogo e professor Göran Therborn, será lançado nesta sexta feira, 13, no Auditório José Vicente Miranda Filho, do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) da Universidade Federal do Pará, (UFPA), a partir das 17h. O evento será aberto ao público.

O lançamento será realizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), em parceria com a Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), a Editora da UFPA (Edufpa) e o Boitempo Editorial. O evento será aberto pelo pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Emmanuel Tourinho.

Na publicação, Göran busca entender as mudanças sociais e intelectuais ocorridas entre os séculos XX e XXI, analisa o marxismo deste período e tenta situar as práticas da esquerda e seus conceitos no mundo contemporâneo. Em sua análise, o sociólogo questiona se o marxismo ainda é relevante e chega à conclusão de que seu futuro é impreciso. Por outro lado, segundo Göran, o pensamento marxista ainda há muito a oferecer para nossa época.

[Fonte: Ascom/UFPA]

O Professor Fábio Castro, que participará de uma conferência com a Profa. Marise Morbach e o próprio Therborn após o lançamento, publicou três excelentes posts sobre a obra do sueco. Não deixe de lê-los antes de comparecer ao evento: o primeiro, o segundo e o terceiro.

Uma palhinha:

(…) após a crise do petróleo, no começo dos anos 1970, abriu-se espaço para um recuo das esquerdas e um avanço, muito rancoroso, da direita. Esse recuo aconteceu porque os governos de esquerda, notadamente na Europa do bem-estar social, não conseguiram, de acordo com Therborn, responder satisfatoriamente ao impasse gerado pela crise de empregabilidade que se sucedeu à crise do petróleo.

Bom, também houve motivos localizados, de índole regional: o aniquilamento da esquerda árabe, por Israel, na guerra de 1967 e a substituição do populismo latino-americano pela ditaduras pró-EUA, por exemplo.

Tudo isso, operando em conjunto, produziu uma espécie de recuo moral das esquerdas e o conseqüente avanço do neo-liberalismo. E, nesse cenário, com causas próprias, o colapso do Estado soviético, com suas conseqüências – dentre as quais, como sabemos, a auto-proclamada “vitória”, pelos EUA, da guerra fria e, também como decorrência disso, o processo militar norte-americano, cínico como o sabemos, que hoje vamos acompanhando.

[Fonte: Hupomnemata]

Serviço:
Conferência de lançamento do livro Do marxismo ao pós-marxismo do sociólogo e professor Göran Therborn.
Data: 13/4
Hora: a partir das 17h
Local: Auditório José Vicente Miranda Filho, do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Entrada Franca.

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Na noite de sabado 28 de janeiro a residência Vitor Maria da Silva, no Ferro de Engomar, o maior conjunto de azulejos “Belle Époque” de Belém foi criminosamente e violentado, estuprado, saqueado. Veja as fotos feitas pelo Luis Laguna, com o seu celular, na ação tipo Occupy dos quixotes do Fórum Landi e da Fotoativa que invadiram a casa, pulando por uma janela lateral e afugentaram os integrantes da tal “gang do azulejo” que rouba e vende para colecionador inescrupuloso e antiquário.

Continue lendo no blog do Prof. Flávio Nassar.

Haroldo de Campos

O polêmico post do professor Flávio Nassar (Pró-reitor em flagrate delito desrespeita direito autoral), deu o que falar.

A resposta ao email pessoal de Paulo Vergolino, produtor executivo da amostra “Oswald Goeldi: Poesia Gravada”, veio ontem (19/01), e o desabafo do Pró-Reitor, você pode ver aqui.

A Capela Pombo [Séc. XVIII], de autoria do italiano Antonio Landi, está novamente sob ameaça de venda. No dia do aniversário de 396 anos de Belém, lançamos este crowdfunding, coordenado por nós, Fórum Landi, e com apoio da Universidade Federal do Pará, que pretende unir forças no sentido de arrematar esse patrimônio histórico de valor inestimável ao povo paraense, situado na Travessa Campos Sales, entre as Ruas Manoel Barata e 13 de Maio, no Bairro do Comércio.

Se não tomarmos uma atitude imediatamente, teremos de nos contentar com a dúvida: quem irá comprá-la? E o que será feito dela? Vamos ficar esperando pra ver ou vamos nos mobilizar, enquanto sociedade civil, pressionando o Governo a comprar essa briga a nosso lado

Teremos seis meses pra arrecadar o valor total – nunca antes um crowdfunding no Brasil chegou a tanto, R$ 1.000.000,00. Crowdfunding, em miúdos, nada mais é do que um financiamento coletivo, em que todos participam comprando pequenas cotas e se tornando sócios do projeto.

Aqui, um bom negociante é fundamental: mesmo não conseguindo o valor total, ao menos ganharemos legitimidade pra negociar com o atual proprietário. Vamos procurá-lo com o montante arrecadado numa mala preta – in cash sempre tem desconto, né? Caso não haja acordo, os doadores receberão os valores de volta, não se preocupem. Também correremos atrás de grandes patrocinadores, é claro.

No fim, o que vale é o diálogo. O boca a boca. A mobilização da sociedade, demonstrando estar disposta a preservar o patrimônio que lhe é de direito, em outros tempos sempre aberto a quem fosse.

A contrapartida? Uma vez arrematada, a Capela Pombo seria restaurada e preservada pela UFPA, através do Fórum Landi, e suas portas seriam permanentemente abertas ao grande público. Quer contrapartida melhor do que essa? Impossível. Além disso, porém, o nome dos doadores constarão em ordem alfabética em uma placa no interior da capela, após o restauro.

Vamos todos participar e dar um presente significativo e condizente com a magnitude de uma cidade como Belém!

Contribua aqui!

E siga-nos no twitter pra ficar por dentro de todos os detalhes: @forumlandi

Alguém sabe adivinhar onde a fotografia acima foi tirada? Não podemos revelar o autor dos retratos, mas a fonte foi o blog do Prof. Flávio Nassar.

Quem disse Palacete Pinho, miraculosamente acertou. Dá pra imaginar que, por detrás da bela fachada, não há nada além de cômodos vazios? E instalações mal-ajambradas:

No blog do Prof. Nassar há mais imagens do belíssimo trabalho de nosso prefeito Duciomar Costa [muita ironia nessa hora], uma casca de ovo das mais bonitas – e o próprio Prof. Nassar cantou a bola, faz um ano.

Tipicamente pra inglês ver, do jeitinho que o povo gosta. Mas, opa. Quem disse que o povo gosta? Vocês gostam, povo? Achamos que não.

O que temos pra comemorar amanhã, então? Alguma dica? Quem adivinha?

Hoje, o ato de fotografar e depois blogar, tuitar ou feicebucar, faz parte de nosso processo cognitivo, ou, pelo menos, de memorização. Só ver não basta, a câmera do celular, quase já universalizada, é extensão do olho e da memória, registra, armazena e distribui.

Foram proibir logo nosso coordenador multimídia [e Pró-Reitor da UFPA] Prof. Flávio Nassar de tirar suas fotografias… Nassar registrava a exposição Poesia Gravada, de Oswald Goeldi, no Museu da UFPA, quando lhe pediram pra que embainhasse o celular.

O resto da história continua aqui.

 

 

Entrevista com o poeta, musicólogo, folclorista, Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Pará, doutor das coisas do mundo, o paraense Vicente Salles, concedida à equipe de comunicação do Fórum Landi. Belém, Pará: Dezembro/2011.

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